Stephen, the deacon

Estêvão de Jerusalém,
interpretado em 2019
por Wesley Igor Hoffmann.

Estêvão, diácono e mártir


Leitura principal: Atos 6-7.

Memória simbólica: 26 de Dezembro.


Estevão é chamado de protomártir, por ser o primeiro mártir de toda a história cristã. Seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 d.C. Nos capítulos 6 e 7 dos Atos dos Apóstolos, há um longo relato sobre o martírio de Estevão, que é um dos sete primeiros diáconos nomeados e ordenados pelos apóstolos (Atos 6:1-7).

Fazia parte da comunidade cristã, e era um grande evangelizador. Verdadeiro ministro da caridade, divulgava e pregava a Palavra de CRISTO com fervor.

Depois do Shavuot (Pentecostes) do ano 30 d.C., os apóstolos dirigiram o anúncio da mensagem cristã aos mais próximos: aos judeus, aguçando o conflito apenas acalmado da parte das autoridades religiosas do Judaísmo.

Como CRISTO, os apóstolos conheceram logo as humilhações dos flagelos e da prisão; mas apenas libertados das correntes, retomam a pregação do Evangelho.

A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, pôs tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para seu sustento (Atos 2:44-47). Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos (Atos 6:1-7).

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e o fez com tanto zelo e com tamanho sucesso, que os judeus arrebataram-no e o levaram à presença do Sinédrio. Lá apresentaram falsas testemunhas que depuseram contra Estêvão, afirmando que ele não cessava de falar contra o Lugar Santo e a Lei, dentre outras coisas (Atos 6:8-14).

Estêvão, como se lê nos Atos dos Apóstolos (cap. 7), cheio de graça e de força, aproveitou (como pretexto de sua autodefesa) para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiramente resumiu a história hebraica, de Abraão até Salomão; em seguida, afirmou não ter blasfemado nem contra DEUS, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem contra o Templo. Demonstrou, de fato, que DEUS se revelava também fora do Templo, e se propunha a revelar a doutrina universal de JESUS como última manifestação de DEUS. Mas seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, porque dando altos gritos, taparam os ouvidos, precipitaram-se sobre ele, levaram-no para fora da cidade, e o apedrejaram (Atos 7:57-58).

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedras, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por CRISTO sobre a cruz: «SENHOR, não lhes imputes este pecado» (Atos 7:60).