John, the apostle & evangelist

João, filho de Zebedeu,
interpretado em 2018-2019
por Rafael Gevú.

João, apóstolo e evangelista


Leitura principal: 1 João 1:1-4.

Memória simbólica: 28 de Dezembro.


João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida (como Pedro e André), ocupa lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor mesmo que ler superficialmente seus escritos, perceberá não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de DEUS. A voz do Juiz Divino é como o mugido de muitas águas.

João (chamado também de Evangelista) é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS» (João 1:1).

Ele está entre os mais íntimos de JESUS, e nas horas mais solenes de Sua vida, João está perto. Está a Seu lado na hora da Ceia, durante o processo, e único entre os apóstolos, assiste à Sua morte junto com a Virgem Maria.

Mas João Evangelista não era homem fantasioso e delicado. Bastaria o apelido humorista que o MESTRE impôs a ele e a seu irmão Tiago: «Filhos do trovão», no sentido de pessoas de caráter impulsivo (Lucas 9:54) ou ambicioso (Marcos 10:35-37), alheios a compromissos e hesitações, até parecendo intolerantes e cáusticos. No seu Evangelho, João designa a si mesmo simplesmente como «o discípulo a quem JESUS amava». Também, se não nos é dado indagar sobre o segredo desta inefável amizade, podemos ver certa analogia entre a alma do Filho do homem, e à do filho do trovão, pois JESUS veio à terra não só trazer a paz, mas também o fogo.

Após a Ressurreição, João está quase constantemente ao lado de Pedro. Depois do Pentecostes de 30 d.C., João Evangelista foi pregar em Jerusalém, onde participou do Concílio realizado ali mesmo, em 50 d.C., indo depois para a Samaria. Paulo de Tarso, na carta aos gálatas, fala de Pedro, Tiago Maior, e João Evangelista, como colunas da Igreja (Gálatas 2:8-10).

No Apocalipse, João diz que foi perseguido e segredado para a ilha de Patmos, por causa da Palavra de DEUS e do testemunho de JESUS CRISTO (Apocalipse 1:9). João Evangelista, depois de estar em Samaria, viveu em Éfeso em companhia da Virgem Maria, e sob o imperador Domiciano foi colocado, na capital romana, dentro de uma caldeira de óleo fervendo, daí saindo ileso e com a glória de ter dado testemunho. Depois do exílio de Patmos, tornou definitivamente a Éfeso, onde exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, como resulta das suas três cartas (acolhidas entre os textos sagrados como também o Apocalipse e o Evangelho). Morreu carregado de anos em Éfeso durante o governo de Trajano (98-117), e aí foi sepultado.