Rachel of Paddan Aram

Raquel, esposa de Jacó,
interpretada em 2018 por
Graziela Schmitt.

Raquel de Padã-Arã


Leitura principal: Gênesis 29:1-30.

Memória simbólica: 15 de Janeiro & 1 de Novembro.


Etimologicamente, Raquel é uma palavra hebraica que significa «ovelha» ou «cordeira». Ela viveu no século XVIII a.C.

Raquel era uma das filhas mais bonitas de Labão, o arameu. Foi precisamente na época que Jacó trabalhou para esse homem, quando ele se apaixonou por ela. Graças ao amor que ele sentia por ela, Jacó sofreu sete anos de trabalho duro na casa de Labão. Mas Labão disse a Jacó que se ele queria casar com Raquel, ele tinha que ser servo durante mais sete anos, após casar com Lia primeiramente (Gênesis 29:16-28).

Raquel, Lia e Jacó,
interpretados em 2018 por
Graziella Schmitt, Bruna Pazinato, e Felipe Cardoso.

Por muitos anos, Raquel não pôde ter filhos. Mas desde que ela confiou plenamente na Divina Providência, DEUS lhe deu a José. Depois de mais alguns anos, Raquel deu à luz seu segundo filho: Benjamin.

Em Gênesis 29 e 30, conhecemos a história de Raquel. Ela sentiu inveja de sua irmã Lia, porque esta tinha já gerado quatro filhos. Então Raquel deu sua serva Bila para Jacó, e Bila concebeu «e deu à luz sobre os joelhos de Raquel», chamando o menino de «» (Gênesis 30:1-6). Noutras palavras, Raquel tomou o filho que sua serva Bilha teve com Jacó como filho seu. «Dar à luz nos joelhos» pode significar (embora essa não seja a única interpretação possível) a adoção deste recém-nascido, tornando Dã o primeiro filho da segunda esposa de Jacó.

Jacó estava então pronto para partir de Harã, mas seu sogro Labão insistiu em que ele permanecesse por mais tempo, e foi seis anos depois que, sob a orientação de DEUS, Jacó foi embora. Em virtude dos métodos dúplices de Labão, Jacó não o avisou de sua partida, e tanto Lia como Raquel concordaram com seu marido nisto. Antes de partir, Raquel roubou os “terafins” do pai: evidentemente algum tipo de imagens idólatras. Quando Labão, mais tarde, conseguiu alcançar o grupo e os informou desse roubo (pelo visto, sua principal preocupação), Jacó, sem saber da culpa de Raquel, revelou que desaprovava este ato em si, decretando a morte do ofensor, caso fosse encontrado entre os que estavam com ele. A busca de Labão o levou à tenda de Raquel, mas ela evitou expor-se, afirmando estar indisposta devido ao período menstrual, enquanto permanecia sentada no cesto de sela que continha os terafins (Gênesis 30:25-30; 31:4-35; 31:38).

Quando se encontrou com seu irmão Esaú, Jacó mostrou sua contínua preferência por Raquel ao colocá-la, junto com José, em último lugar na ordem do grupo, na posição mais segura caso fossem atacados por Esaú (Gênesis 33:1-3, 33:7). Depois de morar por certo tempo em Sucote, Siquém, e Betel, Jacó se dirigiu mais para o sul. Em alguma parte entre Betel e Belém, Raquel deu à luz seu segundo filho (Benjamim), mas morreu no parto e foi sepultada ali, erigindo Jacó uma coluna para marcar o túmulo (Gênesis 33:17-18; 35:1, 35:16-20).

Raquel era adoradora de DEUS (Gênesis 30:22-24), mas revelou ter falhas humanas: seu furto dos terafins, e sua astúcia em evitar ser apanhada, podendo estas características ser atribuídas (pelo menos em parte) à sua formação familiar. Quaisquer que fossem suas fraquezas, Jacó a amava ternamente, e, mesmo na velhice, considerava-a como tendo sido sua verdadeira esposa, e estimava os filhos dela mais do que todos seus outros filhos (Gênesis 44:20, 44:27-29). Suas palavras a José, pouco antes de morrer (embora simples), transmitem a profundeza da afeição de Jacó por ela (Gênesis 48:1-7). Raquel e Lia são mencionadas como as mães da nação israelita (Rute 4:11).

O local do túmulo de Raquel (em Zelza, no território de Benjamim) ainda era conhecido nos dias do juíz e profeta Samuel, sete séculos mais tarde (1 Samuel 10:2). O local tradicional do túmulo fica mais ou menos a 1,5 km ao norte de Belém.