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Joseph of Bethlehem (Joseph of Nazareth)

José de Belém (José de Nazaré),
interpretado por Michel Bercovitch
em 2018-2019.

José de Belém (ou José de Nazaré)


Leitura principal: Mateus 1:16-24

As fontes biográficas de José são escassas. Os evangelhos de Mateus e de Lucas apenas mencionam José como descendente do rei Davi de Israel. O fato relevante na vida do homem justo foi seu casamento com Maria. A tradição popular nos conta que eram muitos os aspirantes à mão de Maria. Então todos os jovens pretendentes teriam deixado seus bastões para ter um sinal. Quando este apareceu, o bastão de José, prodigiosamente, floresceu. Todos reconheceram a preferência.

O matrimônio de José com Maria foi verdadeiro casamento, embora virginal. Quando José percebeu que Maria ia ser mãe, ficou sem saber quê fazer, e quê atitude tomar. Por um lado, sabia que ele não tivera parte naquela gravidez; por outro, era-lhe impossível duvidar da fidelidade da esposa. Resolveu deixá-la secretamente. Sendo homem justo (adjetivo relâmpago que ilumina toda a história), José não quis levantar suspeitas, nem comentar nada com ninguém (Mateus 1:18-19).

O dilema angustiante foi resolvido por um anjo. A atitude de José demonstrou que ele estava à altura de sua nobre e singular missão: recebeu em casa sua esposa Maria (Mateus 1:20-25). Com ela, obedecendo ao imperador romano Augusto, foi ao recenseamento em Belém (cidade natal de José), onde o Verbo Eterno apareceu neste mundo, acolhido pela homenagem de humildes pastores, dos sábios e ricos magos, mas ao mesmo tempo recebia as hostilidades do rei Herodes I que obrigou a Sagrada Família a fugir para o Egito (Lucas 2:1-21; Mateus 2:1-12). Voltaram depois a Nazaré até JESUS completar 12 anos, quando temos o episódio da perda do Menino JESUS e do Seu encontro no Templo. Depois disso o Evangelho resume: «JESUS obedecia à Maria e José, crescia em sabedoria, idade e graça…» (Lucas 2:51-52)

Talvez José já estivesse morto quando JESUS iniciou o Ministério público. De qualquer modo, José ficou na sombra e no silêncio de tudo.

«São José com o menino Jesus», afresco de Guido Reni.

Mémoria: 19 de Março (ou no Domingo após o Natal [juliano] no Cristianismo Oriental)

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Yom Teruah / Rosh Hashanah

A Festa das Trombetas (em hebraico: יוֹם תְּרוּעָה, Yom Teruá, ‘dia de gritar/ detonar’), ou Rosh Hashaná (em hebraico: ראש השנה, Rosh Ha-Shaná, ‘cabeça do ano’), é o ano novo bíblico civil, comemorado a 1 de Etanim ou Tishrei (sétimo mês do calendário bíblico cultual; ou o primeiro no calendário civil, conforme Levítico 23:24-25). Celebra-se desde o entardecer do dia anterior (29 de Elul) até o anoitecer do primeiro dia de Etanim.

Para o início do ano bíblico existem dois critérios:

1.- A Torá (Pentateuco) estabelece que o mês de Abibe ou Nisã (março-abril) é o primeiro dos meses do ano, em cujo primeiro dia se comemora o ano novo cultual (Êxodo 12:2; 13:3-5).

2.- No mês hebraico de Etanim ou Tishrei (setembro-outubro) comemora-se o dia em que DEUS criou o mundo e, conforme a opinião do rabino Eleazar ben Shammua, a partir desta jornada se contam os anos. Esta é a data da Festa das Trombetas (em hebraico: זכרון תרועה, Zikron Teruá, ‘comemoração com soar de trombetas’) estabelecida e…