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Joseph of Arimathea

José de Arimateia,
interpretado por Giuseppe Oristanio
em 2018-2019.

José de Arimateia


Mémoria: 17 de Março (ou 31 de Julho no Cristianismo Oriental)

Leitura principal: João 19:38-42

José de Arimateia foi um homem rico, senador e membro do Sinédrio, o colégio dos mais altos magistrados do povo judeu, e que formava a suprema magistratura judaica. A Bíblia relata que ele era discípulo de CRISTO, mesmo que secretamente (João 19:38). Arimateia, seu lugar de nascimento, foi uma cidade da Judeia, sendo possivelmente a antiga Ramataim-Zofim (Ramá), onde nasceu o profeta Samuel, filho de Eli e Ana (1 Samuel 1:1-20).

José de Arimateia era um rico comerciante, dono de uma frota de navios que faziam exportação (principalmente de minérios) para toda região de Israel até a Britânia. Era simpático às ideias de JESUS, e freqüentemente visitava em segredo a casa de Simão Pedro à noite, quando JESUS se hospedava lá, conversando com Ele por horas.

Na madrugada em que JESUS foi preso, um emissário o convocou para uma sessão especial no Sinédrio, para o julgamento de um “nazareno agitador e blasfemo”. Ao perceber que é JESUS o prisioneiro, fez menção de defendê-Lo, mas desistiu ao perceber que a fúria de seus companheiros poderia prejudicá-Lo. De manhã, quando JESUS estava para ser levado ao governador, José se adiantou até o palácio de Pilatos (que era seu amigo pessoal) para explicar que JESUS era inocente, e assim pedir Sua libertação. No entanto, desistiu na porta do palácio, com medo de ser descoberto por seus companheiros.

José voltou para casa deprimido, fechou-se em seu quarto e adormeceu. Em sonho, um anjo lhe disse que o destino do CRISTO já estava definido, mas que ele ainda poderia ajudar. Ao acordar, José voltou ao palácio e encontrou Pilatos, descobrindo que JESUS já estava crucificado. Ele pediu então que o governador lhe desse plenos direitos sobre o corpo do Nazareno (Lucas 23:50-53). Na época das crucificações, os cadáveres dos condenados à cruz não eram sepultados, mas jogados a céu aberto, em local específico, para apodrecerem e serem devorados pelas «feras», tais como cães, pássaros, lobos e animais selvagens. Pilatos, mesmo sem entender o pedido do amigo, redigiu e autenticou um documento, dando a José plenos poderes sobre o cadáver de JESUS, e juntamente com Nicodemos, José providenciou a retirada do corpo de CRISTO da cruz após solicitação feita a Pôncio Pilatos (Mateus 27:57-60; João 19:38-42), sob a proteção de um destacamento da guarda romana até o sepultamento, e posteriormente vigiando o túmulo para que não fosse violado (Mateus 27:62-66). José era o dono do sepulcro onde JESUS CRISTO, seu amigo, foi embalsamado, numa esplanada a cerca de 30 metros do local da crucificação, e de onde ressuscitou três dias depois da morte. Atribui-se a José o lençol de linho em que JESUS foi envolvido (Mateus 27:59; Marcos 15:46; Lucas 23:53; João 19:40), sendo possivelmente o atual Santo Sudário.

Após o “desaparecimento do corpo” (Ressurreição) de JESUS, José foi preso por seguir a doutrina d’Ele, sendo abandonado por amigos e familiares, e tendo seus bens divididos entre sua família e o Sinédrio. Depois de 13 anos encarcerado, Tibério Alexandre, o novo governador da Judeia, sabendo de seu histórico e sua fama de grande comerciante, revisou seu processo e o libertou, tornando-se seu sócio e patrocinando seu retorno aos negócios de exportação. Caifás queria que José ficasse preso até morrer, mas como José era muito inteligente para negócios lucrativos, o governador conversou com os membros do Sinédrio e convenceu-os a soltá-lo, esperando pelos lucros que José traria. Foi assim que José de Arimateia fez nova fortuna, mas desta vez aplicou seus ganhos de forma diferente: financiando as atividades dos novos cristãos, e aproveitando as viagens para trabalhar como missionário.

Morreu em uma de suas viagens, devido à idade avançada, provavelmente de infarto.

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Shavuot (Pentecost)

Pentecostes é o nome grego para um festival bíblico conhecido em língua hebraica como Shavuot: a Festa das Semanas (Levítico 23:15; Deuteronômio 16:9). A palavra grega significa «cinqüenta», e refere-se às cinco dezenas de dias que transcorrem desde a oferta movida da Páscoa (Levítico 23:4-22). A Festa das Semanas (Shavuot) celebra o fim da colheita de grãos.

Esta celebração é a segunda das três grandes festas anuais do Pentateuco (Torá). As outras são a Páscoa/Festa dos Pães sem Fermento, e Sucot/Festa dos Tabernáculos (Êxodo 23:14-16; Levítico 23:15-21; Números 28:26-31; Deuteronômio 16:9-12).

Etimologia
A Festa das Semanas (Shavuot) adquiriu o nome de Pentecostes, por causa de que se comemorava no dia qüinquagésimo a partir da jornada em que era movido o molho (feixe) da oferta (Levítico 23:15).

Em hebraico, o nome desta festa é Shavuot. Este vocábulo é plural de Shavua, que em hebraico significa «semana». Portanto, Shavuot significa «semanas».

Em grego, o nome desta festa é Pentec…