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Christmas


O Natal é uma festa cristã que celebra o nascimento de JESUS CRISTO em Israel, país conhecido como Província da Judeia durante a dominação do Império Romano. No Cristianismo ocidental celebra-se em 25 de dezembro do calendário gregoriano, enquanto no Cristianismo oriental se rememora em 7 de janeiro (25 de dezembro no calendário juliano).

No século IV d.C., o imperador romano Constantino I, o Grande, converteu-se num grande protetor do Cristianismo. Desde então, os poderes políticos e religiosos trataram de cristianizar as festas pagãs. Por isso o nascimento de JESUS foi celebrado no dia da festa do solstício de inverno, fixada naquela época em 25 de dezembro. Esta celebração e esta data não têm nenhum fundamento bíblico.

O nascimento de JESUS foi um acontecimento pouco notado, pois a cidade de Belém, na província romana da Judeia, estava cheia de pessoas distraídas, e talvez até preocupadas com o recenseamento que deveriam fazer. Evidentemente sabemos que este censo não ocorreu no inverno setentrional, mas durante Sucot, a Festa dos Tabernáculos, no início do outono do hemisfério norte. Poucos testemunharam o fato que hoje lembramos nesta data simbólica: alguns pastores viram o Bebê porque foram avisados por anjos; algum tempo depois, a família de JESUS foi visitada por magos, e deles receberam presentes (Mateus 12:1-12).

Herodes, o Grande, reinou na Judeia de 37 a 4 a.C. Herodes Antipas, seu filho, foi o mandatário de 4 a.C. até 39 d.C. E Pôncio Pilatos foi o governador romano da Judeia de 26 a 37 d.C.

Geralmente se calcula que JESUS nasceu algum tempo antes da morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C. Uma data entre 6 e 4 a.C. estaria de acordo com essa informação histórica, segundo o relato de Mateus sobre o Nascimento; e a informação de Lucas 3:23 de que JESUS tinha cerca de 30 anos no décimo quinto ano do imperador Tibério, estimado no ano 27 ou 28 d.C., de acordo com o teólogo James Dunn, em sua monumental obra: «JESUS em nova perspectiva. O que os estudos sobre o JESUS histórico deixaram para trás».

Origens


A escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de JESUS. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro, e cristianizaram a data, comemorando o nascimento de JESUS pela primeira vez no ano 354 d.C. Aquela festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti (nascimento do sol invencível), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno no hemisfério norte, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa: ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25.

A origem da data é essa. Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do Cristianismo, é consenso que JESUS não nasceu em 25 de dezembro. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que JESUS nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar (Lucas 2:1-7). Só que em dezembro os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas.

O Natal, como dia do nascimento de JESUS CRISTO, surgiu em tempos bem mais recentes, ao redor do século IV d.C. Até então, esta foi a data de algumas das mais importantes celebrações do calendário pagão. Tudo surgiu devido às muitas dúvidas relacionadas ao dia correto do nascimento de JESUS. Até hoje não existem referências históricas precisas capazes de atestar essa data. Os próprios Evangelhos não fazem nenhuma referência explícita sobre o dia, o mês, e o ano em que JESUS apareceu na Terra.

Nos primeiros séculos de sua existência, a jovem comunidade cristã não festejava o nascimento de JESUS. Com o transcorrer das décadas e dos séculos, à medida em que a Igreja crescia e ganhava poder, surgiu a necessidade de conter e integrar os cultos pagãos (ainda muito numerosos na Europa e no Oriente Médio), e de englobá-los no seio da organização cristã. Celebrar solenemente o dia do nascimento de JESUS, foi uma das muitas medidas implementadas nesse sentido.

No início, as datas mais disparatadas foram escolhidas para as comemorações: 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril, 29 de maio. A Igreja do Oriente se decidiu afinal pelo dia 6 de janeiro, que era, para os gregos, o dia da epifania (aparição) do deus Dionísio. A Igreja do Ocidente escolheu oficialmente a data de 25 de dezembro, em meados do quarto século depois de CRISTO. O objetivo da eleição era fazer coincidir o nascimento de JESUS com as festividades do solstício de inverno e do nascimento do sol, fenômenos celebrados há tempos imemoriais pelos povos europeus.

Em ambos os casos, o Cristianismo incorporou em seu próprio calendário de celebrações as tradições populares pré-existentes.

Os doutores da Igreja, na verdade, perceberam que os próprios cristãos manifestavam forte inclinação para aqueles festejos pagãos, e seria muito difícil desviá-los dessa tendência. Melhor seria trazer os cultos pagãos para dentro da Igreja, e dessa forma melhor controlá-los. Ficou assim estabelecido que a Natividade seria solenizada naquele dia, e a Festa da Epifania no dia 6 de janeiro. Essa origem pagã da festa de Natal é reconhecida inclusive por Agostinho de Hipona, que exortava seus irmãos cristãos a não celebrarem o sol naquele dia solene, como faziam os pagãos, e sim celebrarem Àquele que tinha criado o sol. Essa mesma tática deu origem a muitas outras festas do calendário cristão.

Ao redor do ano 1100, o Natal se tornara a festa religiosa mais importante em toda a Europa. Sua popularidade cresceu até a Reforma Protestante, quando muitos cristãos começaram a considerar o Natal uma festa pagã. Na Inglaterra e em algumas de suas colônias, foi inclusive considerada manifestação fora da lei. Mas isso durou pouco. Logo o Natal reconquistou o primeiro posto entre as celebrações cristãs, sendo até hoje a festa mais amada.

No Natal, a festa cristã se entrecruza com a tradição popular de origem pagã. Antes do Natal cristão, existia a Festa do Fogo e a do Sol, pois essa época do ano é a do solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano no hemisfério norte. A partir dessa data (ao redor do dia 22 de dezembro) as horas de luz começam a ser mais longas a cada dia.

Essa inversão astronômica da rota solar constitui o cerne da questão para todo aquele que deseja compreender o real por quê da escolha de 25 de dezembro como data do nascimento de CRISTO. Essa inversão trará de volta a primavera dentro de 3 meses. Quase todas as culturas antigas festejavam o evento. Todas as atividades humanas (caça, pastoreio e agricultura) eram ligadas ao fim do inverno e ao alternar-se das estações. Nos meses mais frios, as pessoas permaneciam trancadas em casa, consumindo o alimento acumulado durante o ano, na esperança de que as reservas fossem suficientes. Superar a metade do inverno era, portanto, motivo de regozijo e de esperança de sobrevivência.

A festa do solstício cai no período entre 21 e 24 de dezembro por um simples motivo astronômico: nessa fase, aos olhos de um observador ou de um astrônomo, o sol parece ficar parado no horizonte, para depois inverter sua rota e retomar seu movimento em direção à primavera a partir do dia 25 de dezembro. Dessa mesma origem deriva uma importante festa da Roma Antiga, celebrada a 25 de dezembro: aquela do deus Mitra, divindade solar muito cultuada pelos soldados e pelas populações das zonas de fronteira (principalmente do leste). A grande festa do sol, na mesma data, tinha a característica de integrar as religiões das diversas populações europeias sob o domínio do vasto Império Romano. Quase todas elas celebravam em 25 de dezembro o solstício de inverno. A festa era muito parecida às atuais celebrações do Natal cristão, com ritos coletivos e festas familiares.

Na Roma Antiga festejavam-se as Saturnálias em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Era um período de paz e de recolhimento (no meio do inverno), quando as pessoas trocavam presentes, e amigos e familiares se reuniam em suntuosos banquetes. Os celtas, outra etnia majoritária na Europa naqueles tempos, festejavam por seu lado o próprio solstício de inverno.

No ano 274 d.C., o imperador Aureliano decidiu que no dia 25 de dezembro fosse festejado o sol. Disso deriva a tradição do «tronco natalício», grande pedaço de madeira que nas casas deveria queimar durante 12 dias consecutivos, e ser preferivelmente de carvalho, considerada madeira propiciatória. Dependendo do modo como ela queimava, os romanos faziam presságios para o futuro. Nos dias de hoje, o tronco natalício se transformou nas luzes e velas que enfeitam e iluminam as casas, árvores e ruas.

¿E a onipresente árvore de Natal? Também ela pertence à tradição pagã europeia. A imagem da árvore (especialmente as que são perenemente verdes, resistentes ao inverno, como os pinheiros) constitui um tema pagão recorrente, céltico e druídico, presente tanto no mundo antigo quanto no medieval, de onde foi assimilado pelo Cristianismo. A derivação do uso moderno dessas tradições, no entanto, não foi provada com certeza. Ela remonta seguramente pelo menos à Alemanha do século XVI. Ingeborg Weber-Keller (professor de etnologia em Marburgo) já identificou, entre as primeiras referências históricas da tradição, uma crônica de Bremen de 1570, segundo a qual uma árvore da cidade era decorada com maçãs, nozes, tâmaras e flores de papel. A cidade de Riga, na Letônia, é uma das que se proclamam sedes da primeira árvore de Natal da história, pois ali existe inclusive uma inscrição escrita em oito línguas, segundo a qual «a primeira árvore de fim-de-ano» foi enfeitada na cidade em 1510.

Legado


Apesar da origem pagã desta festa, devemos (en)focar-nos somente no nascimento (Natividade/Natal) de JESUS, FILHO DE DEUS, o Verdadeiro Sol da Justiça (Malaquias 4:2 [3:20 no TaNaK]), sem tomar em conta a assimilação/cristianização de festividades pagãs. Recordemos que todas as coisas se fazem novas pelo Sangue de CRISTO (2 Coríntios 5:17), e portanto, devemos levar em conta as intenções dos líderes eclesiásticos sinceros que quiseram encaminhar a devoção dos idólatras para CRISTO somente. Aliás, não precisamos de Papai Noel, de árvores de Natal, e de troca de presentes para nos sentirmos natalinos. Que em todos os dias de nossa vida nasça CRISTO, refletido em nossa obediência a Seus mandamentos, e esperando Sua pronta vinda para que recolha Seu povo, o remanente fiel.

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Shavuot (Pentecost)

Pentecostes é o nome grego para um festival bíblico conhecido em língua hebraica como Shavuot: a Festa das Semanas (Levítico 23:15; Deuteronômio 16:9). A palavra grega significa «cinqüenta», e refere-se às cinco dezenas de dias que transcorrem desde a oferta movida da Páscoa (Levítico 23:4-22). A Festa das Semanas (Shavuot) celebra o fim da colheita de grãos.

Esta celebração é a segunda das três grandes festas anuais do Pentateuco (Torá). As outras são a Páscoa/Festa dos Pães sem Fermento, e Sucot/Festa dos Tabernáculos (Êxodo 23:14-16; Levítico 23:15-21; Números 28:26-31; Deuteronômio 16:9-12).

Etimologia
A Festa das Semanas (Shavuot) adquiriu o nome de Pentecostes, por causa de que se comemorava no dia qüinquagésimo a partir da jornada em que era movido o molho (feixe) da oferta (Levítico 23:15).

Em hebraico, o nome desta festa é Shavuot. Este vocábulo é plural de Shavua, que em hebraico significa «semana». Portanto, Shavuot significa «semanas».

Em grego, o nome desta festa é Pentec…