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Sukkot (Tabernacles)


Sucot, ou Festa das Cabanas / Barracas / Tabernáculos, é um dos três momentos do ano em que os antigos filhos de Israel peregrinavam a Jerusalém. Dentre as três grandes festas comandadas por DEUS, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para o futuro. Comemora-se de 15 a 22 do mês hebraico de Etanim/Tishri/Tishrei, duas semanas após Rosh Hashaná (Ano novo hebraico civil) e, usualmente, cai no final de setembro ou princípio de outubro, no calendário gregoriano.

A ordenança completa para a celebração desta festa está em Levítico 23:33-43 e Deuteronômio 16:13-17. Os detalhes para as ofertas realizadas antigamente nesta celebração, estão descritos em Números 29:12-39.

A palavra «tabernáculo» origina-se da palavra latina «tabernaculum», que significa «uma cabana, um abrigo temporário». No original hebraico, a palavra equivalente é sucá, cujo plural é sucot (em inglês: sukkot).

A Festa dos Tabernáculos era originalmente uma celebração agrícola, assim como a Páscoa e Pentecostes. Apesar disso, DEUS lhe atribui um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto, e o sustento dado por Ele. A fragilidade das tendas que o povo construía, era uma lembrança da fraqueza do povo quando peregrinou os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.

Durante este período, os hebreus habitaram em tendas construídas com ramos. Posteriormente, na história hebraica, a Páscoa, o Pentecostes, e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário hebraico de Festas de Peregrinos, porque nestas três celebrações era exigido que todo homem hebreu fizesse uma peregrinação até o Templo de Jerusalém. Nestas ocasiões o povo trazia os primeiros frutos da colheita do outono setentrional ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a DEUS, e o restante, utilizado pelas famílias dos sacerdotes. Somente após essa obrigação ser cumprida, era permitido usar a colheita da estação como alimento.

Datas


A seguir, uma tabela com os equivalentes gregorianos de Sucot (15-22 de Etanim/Tishrei), entre os anos 2000 e 2030:

• 2000: 14-21 de outubro
• 2001: 02-09 de outubro
• 2002: 21-28 de setembro
• 2003: 11-18 de outubro
• 2004: 30 de setembro-07 de outubro
• 2005: 18-25 de outubro
• 2006: 07-14 de outubro
• 2007: 27 de setembro-04 de outubro
• 2008: 14-21 de outubro
• 2009: 03-10 de outubro
• 2010: 23-30 de setembro
• 2011: 13-20 de outubro
• 2012: 01-08 de outubro
• 2013: 19-26 de setembro
• 2014: 09-16 de outubro
• 2015: 28 de setembro-05 de outubro
• 2016: 17-24 de outubro
• 2017: 05-12 de outubro
• 2018: 24 de setembro-01 de outubro
• 2019: 14-21 de outubro
• 2020: 03-10 de outubro
• 2021: 21-28 de setembro
• 2022: 10-17 de outubro
• 2023: 30 de setembro-07 de outubro
• 2024: 17-24 de outubro
• 2025: 07-14 de outubro
• 2026: 26 de setembro-03 de outubro
• 2027: 16-23 de outubro
• 2028: 05-12 de outubro
• 2029: 24 de setembro-01 de outubro
• 2030: 12-19 de outubro

Observância antiga


A Festa dos Tabernáculos era consagrada ao louvor e ações de graças. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir à marcha dos sacerdotes, que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água, e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar. Era um cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de branco, instrumentos musicais, e corais. Os levitas se faziam acompanhar por músicos em instrumentos de corda, sopro e percussão, durante a recitação do Hallel (Salmos 113 a 118 [112 a 117 na LXX]) especialmente as palavras messiânicas do Salmo 118:25-26. Esse ritual de derramamento de água, simbolizava ações de graças pela chuva que possibilitou a colheita do ano. Orações por mais chuva eram feitas para possibilitar a colheita da próxima estação. Esse ritual simbolizava também a alegria espiritual e a salvação.

A cada dia, durante o período da Festa, os sacerdotes rodeavam o grande altar de sacrifícios, uma vez, agitando suas palmeiras em todas as direções. Três dos quatro ramos (lulav, hadass e aravá, descritos neste mesmo artigo mais adiante) eram segurados na mão direita, e o outro (etrog), na mão esquerda.

No sétimo dia, chamado «Hoshana Rabbah» (que significa «A grande Salvação»), os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118 (117 na LXX).

Durante a festa de Sucot, o grande altar dos sacrifícios recebia um número de holocaustos maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros, e 7 bodes (Números 29:12-34). Em relação aos 70 novilhos, o Talmude ensina que «as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel».

Durante a noite, as multidões festejavam com banquetes, e ainda cantavam e caminhavam pelas ruas portando tochas. Eram também colocadas teias (tochas) que iluminavam o átrio do Templo. Nesses momentos demonstravam sua gratidão a DEUS, desfrutando as boas coisas da vida, e o prazer de gozarem a companhia mútua.

Foi a essa festa que os irmãos de JESUS se referiram quando insistiram com Ele para que seguisse a Jerusalém (João 7:1-9). JESUS rebateu suas palavras sarcásticas, mas depois, ocultamente, foi para a Judeia. Durante a Festa, Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede, para irem a Ele e beber (João 7:37). Isso pode ter sido uma referência à água derramada no altar durante a festa de Sucot.

Vários atos religiosos principais foram adicionados pelo judaísmo após o cativeiro babilônico. Um deles consiste no derramamento de uma libação de água, realizada por um sacerdote usando uma jarra de ouro com água da piscina de Siloé. A cerimônia de derramar água misturada com vinho, no sacrifício preparado sobre o altar, é um símbolo de gratidão pela provisão de água no deserto.

Na época de JESUS, o átrio do templo alumiava-se no primeiro dia da festa com quatro enormes lâmpadas situadas no pátio das mulheres, e ainda os rabinos executavam ali uma dança de tochas. Era, ao mesmo tempo, uma festa de rogativas para obter de DEUS as chuvas temporãs, e assim começar a próxima semeadura.

Portanto, a cerimônia de derramar água, associada com este festival em épocas pós-exílicas, e refletida na proclamação de JESUS em João 7:37, não é uma ordenança do Pentateuco (Torá). O fato de significar o reconhecimento da chuva como dom de DEUS necessário para ter colheitas frutíferas, está implícito em Zacarias 14:17 (comparar com 1 Samuel 7:6).

Observância atual


A ordenança de DEUS para que o povo habitasse em tendas, traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. A sucá é um símbolo de proteção Divina (Salmo 27:5 [26:5 na LXX]). A sucá é um chamado contra a vaidade e um apelo à humanidade. Mesmo o mais poderoso dos homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor: «seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro de seus portões» (Deuteronômio 16:14).

Por ser pequena, sem compartimentos, a sucá obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano.

De acordo com a tradição, a cobertura da sucá deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sucá é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuosa, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, uma vista para o céu.

A sucá é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra, fáceis de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha, e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.

O povo hebreu tomou as palavras de DEUS em Levítico 23 («habitareis») em seu sentindo literal. Eles interpretaram a palavra «habitar» como comer e dormir na sucá, e não apenas construí-la. Nenhuma bênção é recitada quando se constrói a sucá, pois a ordem fundamental é habitar nela, e não meramente construí-la. Uma bênção é recitada imediatamente antes de comer e dormir na sucá.

O uso de quatro espécies de plantas é prescrito em Levítico 23:40, e são as seguintes:

1.- «Folhas de palmeira ou tamareira», em hebraico chamadas de lulav.

2.- «Fruto de formosa árvore», ou seja, um cítrico chamado etrog em hebraico.

3.- «Ramo de árvore frondosa», isto é, mirto, chamado hadass em hebraico.

4.- «Salgueiros de ribeiro», em hebraico denominado aravá.

Segundo a tradição rabínica, estas quatro espécies representam os quatro tipos de pessoas que existem no povo de Israel:

- O fruto de formosa árvore (etrog) possui sabor e fragrância: Representa os estudiosos da Torá (Pentateuco) e das Escrituras (Bíblia), e os que praticam boas ações.

- As folhas de palmeira ou tamareira (lulav), como seu fruto, têm bom sabor, mas carecem de aroma: Também há pessoas que estudaram, mas não praticam o aprendido.

- O ramo de árvore frondosa (hadass) possui um aroma muito agradável, mas é insípida, como as pessoas que fazem boas ações sem ser muito estudiosas dos preceitos.

- Os salgueiros de ribeiro (aravá) são insípidos, e também carecem de aroma: alguns judeus não são estudiosos, e também não realizam boas ações.

No entanto, as quatro espécies utilizam-se juntas para abençoar. Três delas (lulav, hadass e aravá) se amarram para simbolizar que o povo de Israel não está completo se não forem juntadas todas suas forças.

Significado profético


O profeta Amós, antevendo a vinda do MESSIAS, escreveu as seguintes palavras da parte de DEUS: «Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei suas brechas, e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei como foi nos dias da antigüidade». (Amós 9:11). O povo hebreu ainda hoje aguarda a vinda do MESSIAS. A preservação misteriosa de Israel é para o cumprimento do propósito de DEUS: de Israel se tornar o tabernáculo de Davi, seu Rei.

Judeus e gentios podem ser incorporados à casa ou família de DEUS, e assim tornar-se Seu tabernáculo com a aceitação do MESSIAS YESHUA (JESUS). Devemos lembrar que DEUS já havia feito provisão para a inclusão dos gentios crentes dentro da aliança mosaica: «A mesma lei haja para o natural (israelita) e para o forasteiro (gentio) que peregrinar entre vós» (Êxodo 12:49).

O profeta Zacarias predisse que na era messiânica, «todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano, para adorar o Rei, o SENHOR JEOVÁ dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos». (Zacarias 14:16-21). O profeta Miqueias profetizou: «...uma nação não levantará contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra» (Miqueias 4:3).

A Festa dos Tabernáculos fala também da alegria do MESSIAS «tabernaculando» (habitando) em nosso meio. É época de regozijo, de plenitude.

Podemos ver também JESUS, o MESSIAS, tipificado no ritual do derramamento da água. No Evangelho de João, capítulo 7, temos um relato da Festa dos Tabernáculos, que foi a última em que JESUS participou.

Podemos imaginar a cena grandiosa: o grande cortejo de sacerdotes vestidos de branco, os levitas, os instrumentos, o derramamento da água no altar... e JESUS, em pé, nas sombras das grandes colunas do templo, observando. Ele, sendo o ETERNO, o FILHO DE DEUS, o Logos, a Palavra Viva que se fez carne, Aquele quem falou através da Lei dada no Monte Sinai para que se observasse a Festa dos Tabernáculos. Agora Ele estava ali, em Pessoa, vendo a observância de uma ordenança Sua.

Assim que o cortejo passou com o clamor nos lábios do Salmo: «Ó SENHOR, salva, Te pedimos...», JESUS se levanta e Sua voz explode num grito carregado de misericórdia: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, de seu interior fluirão rios de água viva» (João 7:37-38) (ver também Isaías 55:1-3).

Ali estava em Pessoa Aquele de quem os profetas haviam falado. Ele era o cumprimento de todas as promessas. O MESSIAS veio e «tabernaculou» entre nós (João 1:14)

Através de Seu ESPÍRITO, que seria derramado em vasos humanos, DEUS promete tirar de nós o coração de pedra, e nos dar uma nova natureza (ver Isaías 44:3; 58:11, e Joel 2:28-32 [3:1-5 no TNK]).

Legado


«O verbo se fez carne e habitou entre nós» (João 1:14). A palavra «habitou» no grego é «Skeneseii», e significa «tabernaculou entre nós». Isto é, JESUS, em Sua Primeira Vinda, fez morada no coração daquele que O confessa e O recebe como SENHOR, SALVADOR e REI. O centro da Festa dos Tabernáculos é JESUS, o MESSIAS. Chegará Sua Segunda Vinda, quando se cumprirá integralmente a profecia de Zacarias 14:16-21. Todas as nações, todos os anos, subirão a Jerusalém para celebrarem a Festa dos Tabernáculos com o dono da Festa: o Rei JESUS.

É interessante notar no texto de João 7:37-38, quando JESUS esperou para falar no último dia da festa (o sétimo dia, que era o ápice da comemoração) sobre a tremenda e gloriosa mensagem de que Ele era a Fonte Eterna de água viva, na qual ninguém teria mais sede. O sétimo dia é também um sinal do Milênio. Podemos entender, com base na tradição judaica, o ato de jogar água sobre o altar de sacrifício do Templo, simbolizando não só a purificação, mas também as preces para que houvesse abundância de chuvas no ano novo civil, que comemora a Criação.

A Bíblia diz que YESHUA (JESUS) clamou; isto é, gritou em alta voz: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba». Isto é, Ele é o Verbo, a Palavra Viva. O apóstolo Paulo, em Efésios 5:25-27, diz que a Igreja precisa ser sem rugas e defeito, por meio da lavagem de água, que é a Palavra de DEUS: o próprio JESUS.

A Festa dos Tabernáculos é, portanto, momento de grande alegria para o Corpo do MESSIAS: JESUS tabernaculando em nós; YESHUA vindo como Rei para os Judeus e as nações: JESUS reinando por 1000 (mil) anos com Sua Igreja, após a Segunda Vinda.

Urge que o corpo de YESHUA HaMashíach (JESUS CRISTO) se aproxime com profundo amor pelo conhecimento das Escrituras, O Livro escrito por hebreus no contexto e nas tradições do povo hebraico. YESHUA é Hebreu, viveu como um judeu zeloso com a Lei, e continuará sempre assim. Ele é o mesmo, o ETERNO, de ontem, hoje, e por sempre.

¡Feliz Sucot (Festa dos Tabernáculos) para todos!

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Sin unto death

1 João 5:16
(Nova Versão Transformadora)
Se alguém vir um irmão cometer pecado que não leva à morte, ore por ele, e DEUS dará vida a esse irmão que pecou, de maneira que não leva à morte. Mas há pecado que leva à morte, e não digo que se deva orar por aqueles que o cometem.

Palavras do apóstolo João, filho de Zebedeu, redigidas desde Éfeso (capital da província romana da Ásia) entre 85-90 d.C., dirigidas aos cristãos ao redor do mundo e de todas as eras.

Comentários:

O apóstolo João apresenta uma circunstância na qual o crente pode ter confiança na oração, mas também cita um exemplo em que a confiança não é possível. Se alguém vê seu irmão cometendo um pecado que não seja para morte, ele pedirá, e DEUS lhe dará a vida; isto é, para aqueles que cometem pecado que não seja para morte. Evidentemente refere-se a um caso em que um cristão observa um irmão crente realizando alguma atividade pecaminosa. Não é um pecado de tal natureza que traz morte sobre quem o comete. Nesse caso, o crente p…