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Sukkot (Tabernacles)


  Sucot, ou Festa das Cabanas / Barracas / Tabernáculos, é um dos três momentos do ano em que os antigos filhos de Israel peregrinavam a Jerusalém. Dentre as três grandes festas comandadas por DEUS, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para o cristianismo. Comemora-se de 15 a 22 do mês hebraico de Etanim/Tishri/Tishréi, duas semanas após Rosh Hashaná (Ano novo hebraico civil) e, usualmente, cai no final de setembro ou princípio de outubro, no calendário gregoriano.

A ordenança completa para a celebração desta festa está em Levítico 23:33-43 e Deuteronômio 16:13-17. Os detalhes para as ofertas realizadas antigamente nesta celebração, estão descritos em Números 29:12-39.

A palavra «tabernáculo» origina-se da palavra latina «tabernaculum», que significa «uma cabana, um abrigo temporário». No original hebraico, a palavra equivalente é sucá, cujo plural é sucot (em inglês: sukkot).

A Festa dos Tabernáculos era originalmente uma celebração agrícola, assim como a Páscoa e Pentecostes. Apesar disso, DEUS lhe atribui um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento dado por Ele. A fragilidade das tendas que o povo construía, era uma lembrança da fraqueza do povo quando peregrinou os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.

Durante este período, os antigos hebreus habitavam em tendas construídas com ramos. Posteriormente, na história hebraica, a Páscoa, Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário hebraico de Festas de Peregrinos, porque nestas três celebrações era exigido que todo homem hebreu fizesse uma peregrinação até o Templo de Jerusalém. Nestas ocasiões o povo trazia os primeiros frutos da colheita do outono setentrional ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a DEUS, e o restante, utilizado pelas famílias dos sacerdotes. Somente após essa obrigação ser cumprida, era permitido usar a colheita da estação como alimento.

Datas


A seguir, uma tabela com os equivalentes gregorianos de Sucot (15-22 de Etanim/Tishrei), entre os anos 2000 e 2030:

• 2000: 14-21 de outubro
• 2001: 02-09 de outubro
• 2002: 21-28 de setembro
• 2003: 11-18 de outubro
• 2004: 30 de setembro-07 de outubro
• 2005: 18-25 de outubro
• 2006: 07-14 de outubro
• 2007: 27 de setembro-04 de outubro
• 2008: 14-21 de outubro
• 2009: 03-10 de outubro
• 2010: 23-30 de setembro
• 2011: 13-20 de outubro
• 2012: 01-08 de outubro
• 2013: 19-26 de setembro
• 2014: 09-16 de outubro
• 2015: 28 de setembro-05 de outubro
• 2016: 17-24 de outubro
• 2017: 05-12 de outubro
• 2018: 24 de setembro-01 de outubro
• 2019: 14-21 de outubro
• 2020: 03-10 de outubro
• 2021: 21-28 de setembro
• 2022: 10-17 de outubro
• 2023: 30 de setembro-07 de outubro
• 2024: 17-24 de outubro
• 2025: 07-14 de outubro
• 2026: 26 de setembro-03 de outubro
• 2027: 16-23 de outubro
• 2028: 05-12 de outubro
• 2029: 24 de setembro-01 de outubro
• 2030: 12-19 de outubro

Observância antiga


A Festa dos Tabernáculos era consagrada ao louvor e ações de graças. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir à marcha dos sacerdotes, que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água, e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar. Era um cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de branco, instrumentos musicais, e corais. Os levitas se faziam acompanhar por músicos em instrumentos de corda, sopro e percussão, durante a recitação dos Salmos 113 a 118 (Hallel), especialmente as palavras messiânicas do Salmo 118:25-26. Esse ritual de derramamento de água, simbolizava ações de graças pela chuva que possibilitou a colheita do ano. Orações por mais chuva eram feitas para possibilitar a colheita da próxima estação. Esse ritual simbolizava também a alegria espiritual e a salvação.

A cada dia, durante o período da Festa, os sacerdotes rodeavam o grande altar de sacrifícios, uma vez, agitando suas palmeiras em todas as direções. Três dos quatro ramos (lulav, hadass e aravá, descritos neste mesmo artigo mais adiante) eram segurados na mão direita, e o outro (etrog), na mão esquerda.

No sétimo dia, chamado «Hoshana Rabbah» (que significa «A grande Salvação»), os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118.

Durante a festa de Sucot, o grande altar dos sacrifícios recebia um número de holocaustos maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros, e 7 bodes (Números 29:12-34). Em relação aos 70 novilhos, o Talmude ensina que «as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel».

Durante a noite, as multidões festejavam com banquetes, e ainda cantavam e caminhavam pelas ruas portando tochas. Eram também colocadas teias que iluminavam o átrio do Templo. Nesses momentos demonstravam sua gratidão a DEUS, desfrutando as boas coisas da vida, e o prazer de gozarem a companhia mútua.

Foi a essa festa que os irmãos de JESUS se referiram quando insistiram com Ele para que seguisse a Jerusalém (João 7:1-9). O SENHOR rebateu suas palavras sarcásticas, mas depois, ocultamente, foi para a Judeia. Durante a Festa, Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede, para irem a Ele e beber (João 7:37). Isso pode ter sido uma referência à água derramada no altar durante a festa de Sucot.

Vários atos religiosos principais foram adicionados pelo judaísmo após o cativeiro babilônico. Um deles consiste no derramamento de uma libação de água, realizada por um sacerdote usando uma jarra de ouro com água da piscina de Siloé. A cerimônia de derramar água misturada com vinho, no sacrifício preparado sobre o altar, é um símbolo de gratidão pela provisão de água no deserto.

Na época de JESUS, o átrio do templo alumiava-se no primeiro dia da festa com quatro enormes lâmpadas situadas no pátio das mulheres, e ainda os rabinos executavam ali uma dança de tochas. Era, ao mesmo tempo, uma festa de rogativas para obter de DEUS as chuvas temporãs, e assim começar a próxima semeadura.

Portanto, a cerimônia de derramar água, associada com este festival em épocas pós-exílicas, e refletida na proclamação de JESUS em João 7:37, não é uma ordenança do Pentateuco (Torá). O fato de significar o reconhecimento da chuva como dom de DEUS necessário para ter colheitas frutíferas, está implícito em Zacarias 14:17 (comparar com 1 Samuel 7:6).

Observância atual


A ordenança de DEUS para que o povo habitasse em tendas, traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. A sucá é um símbolo de proteção Divina (Salmo 27:5). A sucá é um chamado contra a vaidade e um apelo à humanidade. Mesmo o mais poderoso dos homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor: «seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro de seus portões» (Deuteronômio 16:14).

Por ser pequena, sem compartimentos, a sucá obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano.

De acordo com a tradição, a cobertura da sucá deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sucá é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuosa, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, uma vista para o céu.

A sucá é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra, fáceis de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha, e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.

O povo hebreu tomou as palavras de DEUS em Levítico 23 («habitareis») em seu sentindo literal. Eles interpretaram a palavra «habitar» como comer e dormir na sucá, e não apenas construí-la. Nenhuma bênção é recitada quando se constrói a sucá, pois a ordem fundamental é habitar nela, e não meramente construí-la. Uma bênção é recitada imediatamente antes de comer e dormir na sucá.

O uso de quatro espécies de plantas é prescrito em Levítico 23:40, e são as seguintes:

1.- «Folhas de palmeira, ou palma tamareira», em hebraico chamadas de lulav.

2.- «Fruto de formosa árvore», ou seja, um cítrico chamado etrog em hebraico.

3.- «Ramo de árvore frondosa», isto é, mirto, chamado hadass em hebraico.

4.- «Salgueiros de ribeiro», em hebraico denominado aravá.

Segundo a tradição rabínica, estas quatro espécies representam os quatro tipos de pessoas que existem no povo de Israel:

- O fruto de formosa árvore (etrog) possui sabor e fragrância: Representa os estudiosos da Torá (Pentateuco) e das Escrituras (Bíblia), e os que praticam boas ações.

- As folhas de palmeira ou palma tamareira (lulav), como seu fruto, têm bom sabor, mas carecem de aroma: Também há pessoas que estudaram, mas não praticam o aprendido.

- O ramo de árvore frondosa (hadass) possui um aroma muito agradável, mas é insípida, como as pessoas que fazem boas ações sem ser muito estudiosas dos preceitos.

- Os salgueiros de ribeiro (aravá) são insípidos, e também carecem de aroma: alguns judeus não são estudiosos, e também não realizam boas ações.

No entanto, as quatro espécies utilizam-se juntas para abençoar. Três delas (lulav, hadass e aravá) se amarram para simbolizar que o povo de Israel não está completo se não forem juntadas todas suas forças.

Significado profético


O profeta Amós, antevendo a vinda do MESSIAS, escreveu as seguintes palavras da parte de DEUS: «Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei suas brechas, e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antigüidade». (Amós 9:11). O povo judeu ainda hoje aguarda a vinda do MESSIAS. A preservação misteriosa de Israel é para o cumprimento do propósito de DEUS: de Israel se tornar o tabernáculo de Davi, seu Rei.

Judeus e gentios podem ser incorporados à casa ou família de DEUS, e assim tornar-se Seu tabernáculo: Seu lugar de moradia com a aceitação do MESSIAS. Devemos lembrar que DEUS já havia feito provisão para a inclusão dos gentios crentes dentro da aliança mosaica: «A mesma lei haja para o natural (israelita) e para o forasteiro (gentio) que peregrinar entre vós» (Êxodo 12:49).

O profeta Zacarias predisse que na era messiânica, «todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano, para adorar o Rei, o SENHOR JEOVÁ dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos». (Zacarias 14:16-21). O profeta Miqueias profetizou: «...uma nação não levantará contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra» (Miqueias 4:3).

A Festa dos Tabernáculos fala também da alegria do MESSIAS «tabernaculando» em nosso meio. É época de regozijo, de plenitude.

Podemos ver também JESUS, nosso MESSIAS, tipificado no ritual do derramamento da água. No Evangelho de João, capítulo 7, temos um relato da Festa dos Tabernáculos, que foi a última em que JESUS participou.

Podemos imaginar a cena grandiosa: o grande cortejo de sacerdotes vestidos de branco, os levitas, os instrumentos, o derramamento da água no altar... e JESUS, em pé, nas sombras das grandes colunas do templo, observando. Ele, sendo o ETERNO, o FILHO DE DEUS, o Logos, a Palavra Viva que se fez carne, Aquele quem falou através da Lei dada no Monte Sinai para que se observasse a Festa dos Tabernáculos. Agora Ele estava ali, em Pessoa, vendo a observância de uma ordenança Sua.

Assim que o cortejo passou com o clamor nos lábios do Salmo: «Ó SENHOR, salva, Te pedimos...», JESUS se levanta e Sua voz explode num grito carregado de misericórdia: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, de seu interior fluirão rios de água viva» (João 7:37-38) (ver também Isaías 55:1-3).

Ali estava em Pessoa Aquele de quem os profetas haviam falado. Ele era o cumprimento de todas as promessas. O MESSIAS veio e «tabernaculou» entre nós (João 1:14)

Através de Seu ESPÍRITO, que seria derramado em vasos humanos, DEUS promete tirar de nós o coração de pedra, e nos dar uma nova natureza (ver Isaías 44:3; 58:11, e Joel 2:28-32 [TNK: Joel 3]).

Legado


«O verbo se fez carne e habitou entre nós» (João 1:14). A palavra «habitou» no grego é «Skeneseii», e significa «tabernaculou entre nós». Isto é, JESUS, em Sua Primeira Vinda, fez morada no coração daquele que O confessa e O recebe como SENHOR, SALVADOR e REI. O centro da Festa dos Tabernáculos é JESUS, o MESSIAS. Chegará Sua Segunda Vinda, quando se cumprirá integralmente a profecia de Zacarias 14:16-21. Todas as nações, todos os anos, subirão a Jerusalém para celebrarem a Festa dos Tabernáculos com o dono da Festa: o Rei JESUS.

É interessante notar no texto de João 7:37-38, quando JESUS esperou para falar no último dia da festa (o sétimo dia, que era o ápice da comemoração) sobre a tremenda e gloriosa mensagem que Ele era a Fonte Eterna de água viva, na qual ninguém teria mais sede. O sétimo dia é também um sinal do Milênio. Podemos entender, com base na tradição judaica, o ato de jogar água sobre o altar de sacrifício do Templo, simbolizando não só a purificação, mas também as preces para que houvesse abundância de chuvas no ano novo civil, que comemora a Criação.

A Bíblia diz que YESHUA (JESUS) clamou; isto é, gritou em alta voz: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba». Isto é, Ele é o Verbo, a Palavra-viva. O apóstolo Paulo, em Efésios 5:25-27, diz que a Igreja (que somos nós) precisa ser sem rugas e defeito, por meio da lavagem de água, que é a Palavra de DEUS: JESUS.

A Festa dos Tabernáculos é, portanto, momento de grande alegria para o Corpo do MESSIAS: JESUS tabernaculando em nós; YESHUA vindo como Rei para os Judeus e as nações: JESUS reinando por 1000 (mil) anos com Sua Igreja, após a Segunda Vinda.

Urge que o corpo de YESHUA HAMASHÍACH (JESUS CRISTO) se aproxime com profundo amor pelo conhecimento das Escrituras, O Livro escrito por hebreus no contexto e nas tradições do povo hebraico. YESHUA é Hebreu, viveu como um judeu zeloso com a Lei, e continuará sempre assim. Ele é o mesmo, o ETERNO, de ontem, hoje, e por sempre.

¡Feliz Sucot (Festa dos Tabernáculos) para todos!

  Sucot, o Fiesta de las Cabañas / Enramadas / Tabernáculos, es uno de los tres momentos del año en que los antiguos hijos de Israel peregrinaban a Jerusalén. De entre las tres grandes fiestas comandadas por DIOS, la Fiesta de los Tabernáculos es la de mayor significado profético el cristianismo. Se conmemora del 15 al 22 del mes hebreo de Etanim/Tishri/Tishréi, dos semanas después de Rosh Hashaná (Año nuevo hebreo civil), y usualmente cae al final de septiembre o principio de octubre, en el calendario gregoriano.

La ordenanza completa para la celebración de esta fiesta está en Levítico 23:33-43 y Deuteronomio 16:13-17. Los detalles para las ofrendas realizadas antiguamente en esta celebración, están descritos en Números 29:12-39.

La palabra «tabernáculo» se origina de la palabra latina «tabernaculum», que significa «una cabaña, un abrigo temporal». En el original hebreo, la palabra equivalente es sucá, cuyo plural es sucot (en inglés: sukkot).

La Fiesta de los Tabernáculos era originalmente una celebración agrícola, así como la Pascua y Pentecostés. A pesar de eso, DIOS le atribuye un significado histórico: el recuerdo de la peregrinación por el desierto y el sustento dado por Él. La debilidad de las tiendas que el pueblo construía, era un recuerdo de la fragilidad del pueblo cuando peregrinó por 40 años en el desierto rumbo a la Tierra Prometida.

Durante este periodo, los antiguos hebreos habitaban en tiendas construidas con ramos. Posteriormente, en la historia hebrea, la Pascua, Pentecostés y la Fiesta de los Tabernáculos son llamadas en el calendario hebreo de Fiestas de Peregrinos, porque en estas tres celebraciones era exigido que todo hombre hebreo hiciera una peregrinación hasta el Templo de Jerusalén. En estas ocasiones el pueblo traía los primeros frutos de la cosecha del otoño septentrional al Templo, donde una parte era presentada como oferta a DIOS, y el restante era usado por las familias de los sacerdotes. Solamente después que esa obligación era cumplida, se permitía usar la cosecha de la estación como alimento.

Fechas


A continuación, una tabla con los equivalentes gregorianos de Sucot (15-22 de Etanim/Tishréi), entre los años 2000 y 2030:

• 2000: 14-21 de octubre
• 2001: 02-09 de octubre
• 2002: 21-28 de septiembre
• 2003: 11-18 de octubre
• 2004: 30 de septiembre-07 de octubre
• 2005: 18-25 de octubre
• 2006: 07-14 de octubre
• 2007: 27 de septiembre-04 de octubre
• 2008: 14-21 de octubre
• 2009: 03-10 de octubre
• 2010: 23-30 de septiembre
• 2011: 13-20 de octubre
• 2012: 01-08 de octubre
• 2013: 19-26 de septiembre
• 2014: 09-16 de octubre
• 2015: 28 de septiembre-05 de octubre
• 2016: 17-24 de octubre
• 2017: 05-12 de octubre
• 2018: 24 de septiembre-01 de octubre
• 2019: 14-21 de octubre
• 2020: 03-10 de octubre
• 2021: 21-28 de septiembre
• 2022: 10-17 de octubre
• 2023: 30 de septiembre-07 de octubre
• 2024: 17-24 de octubre
• 2025: 07-14 de octubre
• 2026: 26 de septiembre-03 de octubre
• 2027: 16-23 de octubre
• 2028: 05-12 de octubre
• 2029: 24 de septiembre-01 de octubre
• 2030: 12-19 de octubre

Observancia antiga


La Fiesta de los Tabernáculos era consagrada a la alabanza y acciones de gracias. El toque de las trompetas convocaba el pueblo, que se asomaba a las calles para asistir a la marcha de los sacerdotes que iban al estanque de Siloé, llenaban una vasija de plata de agua, y después iban al templo y la derramaban en el altar. Era un cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de blanco, instrumentos musicales, y corales. Los levitas se hacían acompañar por músicos en instrumentos de cuerda, soplo y percusión durante la recitación de los Salmos 113 al 118 (Hallel), especialmente las palabras mesiánicas del Salmo 118:25-26. Ese ritual de derramamiento de agua simbolizaba acciones de gracias por la lluvia que posibilitó la cosecha del año. Oraciones por más lluvia eran hechas para posibilitar la cosecha de la próxima estación. Ese ritual simbolizaba también la alegría espiritual y la salvación.

Cada día, durante el periodo de la Fiesta, los sacerdotes rodeaban el gran altar de sacrificios, una vez, agitando sus palmeras en todas las direcciones. Tres de las cuatro ramas (lulav, hadass y aravá, descritas en este mismo artículo más adelante) eran sostenidas en la mano derecha, y la otra (etrog), en la mano izquierda.

El séptimo día, llamado «Hoshana Rabbah» (que significa «La gran Salvación»), los sacerdotes rodeaban el altar siete veces, recitando el Salmo 118.

Durante la fiesta de Sucot, el gran altar de sacrificio recibía un número de sacrificio mayor del que en cualquier otra fiesta: 70 novillos, 14 carneros, 98 corderos y 7 chivos (Números 29:12-34). En relación a los 70 novillos, el Talmud enseña que «las setenta naciones del mundo son representadas en las ofrendas de expiación de Israel».

De noche, las multitudes festejaban con banquetes, y aun cantaban y caminaban por las calles portando antorchas. Eran también colocadas teas que iluminaban el atrio del Templo. En esos momentos demostraban su gratitud a DIOS disfrutando las buenas cosas de la vida, y el placer de gozar de la compañía mutua.

Fue a esa fiesta que los hermanos de JESÚS se refirieron cuando Le insistieron para que siguiera para Jerusalén (Juan 7:1-9). JESÚS reprendió sus palabras sarcásticas, pero después, ocultamente, fue para Judea. Durante la fiesta, Él dio enseñanzas y sufrió dura oposición por parte de los fariseos. Fue en esa ocasión cuando llamó a los que tuvieran sed para que vayan a Él y beban (Juan 7:37). Eso puede haber sido una referencia al agua derramada en el altar durante la fiesta de Sucot.

Varios hechos religiosos principales fueron adicionados por el judaísmo después del cautiverio babilónico. Uno de ellos consiste en el derramamiento de una libación de agua, realizada por un sacerdote usando una jarra de oro con agua del estanque de Siloé. La ceremonia de derramar agua mezclada con vino, en el sacrificio preparado sobre el altar, es un símbolo de gratitud por la provisión de agua en el desierto.

En la época de JESÚS, el atrio del templo se iluminaba en el primer día de la fiesta con cuatro enormes lámparas situadas en el patio de las mujeres, y aun los rabinos ejecutaban allí una danza de antorchas. Era, al mismo tiempo, una fiesta de rogativas para obtener de DIOS las lluvias tempranas, a fin de comenzar la próxima sementera.

Por lo tanto, la ceremonia de derramar agua, asociada con este festival en épocas post-exílicas, y reflejada en la proclamación de JESÚS en Juan 7:37, no es una ordenanza del Pentateuco (Torá). El hecho de que significaba el reconocimiento de la lluvia como don de DIOS necesario para tener cosechas fructíferas, está implícito en Zacarías 14:17 (comparar con 1 Samuel 7:6).

Observancia actual


La ordenanza de DIOS para que el pueblo habitara en tiendas, trae connotaciones de carácter moral, social, histórico y espiritual. La sucá es un símbolo de protección Divina (Salmo 27:5). La sucá es un llamado contra la vanidad y un llamamiento a la humanidad. Aún el más poderoso de los hombres debe vivir durante siete días en una habitación primitiva y modesta, concientizándose de la inestabilidad de las posesiones materiales. Más aún, debe compartir esa vivienda con todos los desvalidos a su alrededor: «sus siervos, el extranjero, el huérfano y la viuda que estén dentro de sus portones» (Deuteronomio 16:14).

Por ser pequeña, sin compartimientos, la sucá obliga a sus habitantes a aproximarse, física y afectivamente, y tal vez los inspire a mantenerse más unidos en los otros días del año.

De acuerdo con la tradición, la cobertura de la sucá debe ser hecha de tal forma que a través de ella se puedan ver las estrellas. Resulta en un techo por el cual se infiltran la lluvia y el viento, pero por el cual también penetra la luz del sol. La sucá es el modelo de un verdadero hogar: sin una estructura sofisticada, sin decoración lujosa, pero llena de calor, tradición y santidad. Un hogar debe tener espiritualidad, una vista para el cielo.

La sucá es una construcción rústica cuya cobertura es hecha de productos de la tierra, fáciles de obtenerse. Incluye ramos, arbustos, paja, y aun ripas de madera. Frutas, vegetales y otros alimentos no son usados.

El pueblo hebreo tomó las palabras de DIOS en Levítico 23 («habitaréis») en su sentido literal. Ellos interpretaron la palabra «habitar» como comer y dormir en la sucá, y no sólo construirla. Ninguna bendición es recitada cuando se construye la sucá, pues la orden fundamental es habitar en ella, y no meramente construirla. Una bendición es recitada inmediatamente antes de comer y dormir en la sucá.

El uso de cuatro especies de plantas es prescrito en Levítico 23:40, y son las siguientes:

1.- «Hojas de palmera datilera», en hebreo llamadas lulav.

2.- «Frutos de árboles magníficos», o sea, un cítrico llamado etrog en hebreo.

3.- «Rama de árbol frondoso», es decir, mirto, llamado hadass en hebreo.

4.- «Sauces de arroyo», en hebreo denominado aravá.

Según la tradición rabínica, estas cuatro especies representan los cuatro tipos de personas que existen en el pueblo de Israel:

- El fruto de árbol magnífico (etrog) posee sabor y fragancia: Representa a los estudiosos de la Torá (Pentateuco) y las Escrituras (Biblia), y los que practican buenas acciones.

- Las hojas de palmera datilera (lulav), como su fruto, tienen buen sabor, pero carecen de aroma: También hay personas que han estudiado, pero no practican lo aprendido.

- La rama de árbol frondoso (hadass) posee un aroma muy agradable, pero es insípida, como las personas que hacen buenas acciones sin ser muy estudiosas de los preceptos.

- Los sauces de arroyo (aravá) son insípidos, y también carecen de aroma: algunos judíos no son estudiosos, y tampoco realizan buenas acciones.

Sin embargo, las cuatro especies se utilizan juntas para bendecir. Tres de ellas (lulav, hadass y aravá) se atan para simbolizar que el pueblo de Israel no está completo si no se juntan todas sus fuerzas.

Significado profético


El profeta Amós, anteviendo la venida del MESÍAS, escribió las siguientes palabras de parte de DIOS: «Aquel día levantaré el tabernáculo caído de David, repararé sus brechas, y, levantándolo de sus ruinas, lo restauraré como fue en los días de la antigüedad» (Amós 9:11). El pueblo judío aún hoy aguarda la venida del MESÍAS. La preservación milagrosa de Israel puede ser para el cumplimiento del propósito de DIOS: que Israel se torne en el tabernáculo de David, su Rey.

Judíos y gentiles pueden ser incorporados a la casa o familia de DIOS, y así transformarse en Su tabernáculo, Su lugar de vivienda con la aceptación del MESÍAS. Debemos recordar que DIOS ya había hecho provisión para la inclusión de los gentiles creyentes dentro de la alianza mosaica: «La misma ley haya para el natural (israelita) y para el forastero (gentil) que peregrine entre vosotros» (Éxodo 12:49).

El profeta Zacarías predijo que en la era mesiánica, «todos los que resten de todas las naciones que vinieron contra Jerusalén, subirán de año en año para adorar al Rey, el SEÑOR JEHOVÁ de los Ejércitos, y para celebrar la Fiesta de los Tabernáculos» (Zacarías 14:16-21). El profeta Miqueas profetizó: «…una nación no se levantará contra otra nación, ni aprenderán más la guerra» (Miqueas 4:3).

La Fiesta de los Tabernáculos también habla de la alegría del MESÍAS «tabernaculizando» entre nosotros. Es época de regocijo, de plenitud.

Podemos ver también a JESÚS, nuestro MESÍAS, tipificado en el ritual del derramamiento del agua. En el Evangelio de Juan, capítulo 7, tenemos un relato de la Fiesta de los Tabernáculos, que fue la última en que JESÚS participó.

Podemos imaginar la escena grandiosa: el gran cortejo de sacerdotes vestidos de blanco, los levitas, los instrumentos, el derramamiento del agua en el altar, y JESÚS, de pie, en las sombras de las grandes columnas del templo, observando. Él, el ETERNO, el HIJO DE DIOS, el Logos, la Palabra Viva que se hizo carne, Aquel quien habló a través de la Ley dada en el Monte Sinaí para que se observara la Fiesta de los Tabernáculos. Ahora Él estaba allí, en Persona, viendo la observancia de una ordenanza Suya.

Apenas el cortejo pasa con el clamor en los labios del Salmo: «OH JEHOVÁ, sálvanos, Te lo pedimos…», JESÚS se levanta y Su voz explota en un grito cargado de misericordia: «Si alguien tiene sed, venga a Mí y beba. Quien crea en Mí, como dice la Escritura, de su interior fluirán ríos de agua viva» (Juan 7:37-38) (véase também Isaías 55:1-3).

Allí estaba en Persona Aquel de quien los profetas habían hablado. Él era el cumplimiento de todas las promesas. El MESÍAS vino y «tabernaculizó» entre nosotros (Juan 1:14).

A través de Su ESPÍRITU, que sería derramado en vasos humanos, DIOS promete quitar de nosotros el corazón de piedra y darnos una nueva naturaleza (Isaías 44:3; 58:11; Joel 2:28-32 [TNK: Joel 3]).

Legado


«El verbo se hizo carne y habitó entre nosotros» (Juan 1:14). La palabra «habitó» en griego es «skeneseii», y significa «tabernaculizó entre nosotros». Es decir, JESÚS, en Su Primera Venida, hizo morada en el corazón de aquel que Lo confiesa y Lo recibe como SEÑOR, REY y SALVADOR. El centro de la Fiesta de los Tabernáculos es JESÚS, el MESÍAS. Llegará Su Segunda Venida, cuando se cumplirá íntegramente las palabras de Zacarías 14:16-21. Todas las naciones, todos los años, subirán a Jerusalén para celebrar la Fiesta de los Tabernáculos con el dueño de la Fiesta: el Rey JESÚS.

Es interesante notar en el texto de Juan 7:37-38, cuando JESÚS esperó para hablar en el último día de la fiesta (el séptimo, que era el ápice de la conmemoración) sobre el tremendo y glorioso mensaje de que Él es la Fuente Eterna de agua viva, en la cual nadie tiene más sed. El séptimo día es también una señal del Milenio. Podemos entender, con base en la tradición judía, la acción de tirar agua sobre el altar de sacrificio del Templo, simbolizando no sólo la purificación, sino también las plegarias para que hubiera abundancia de lluvias en el año nuevo civil, que conmemora la Creación.

La Biblia dice que JESÚS clamó, es decir, gritó en alta voz: «Si alguien tiene sed, venga a Mí y beba». Es decir, Él es el Verbo, la Palabra Viva. El apóstol Pablo, en Efesios 5:25-27, dice que la Iglesia, que somos nosotros, necesita ser sin arrugas y sin defecto, por medio del lavado en agua, que es la Palabra de DIOS: JESÚS.

La Fiesta de los Tabernáculos es, por lo tanto, momento de gran alegría para el Cuerpo del MESÍAS: JESÚS tabernaculizando en nosotros; YESHÚA viniendo como Rey para los hebreos y las naciones; JESÚS reinando por 1000 (mil) años con Su Iglesia, después de la Segunda Venida.

Urge que el cuerpo de YESHÚA HAMASHÍAJ (JESUCRISTO) se aproxime con profundo amor al conocimiento de las Escrituras, el Libro escrito por hebreos en el contexto y en las tradiciones del pueblo hebreo. JESÚS es Hebreo, vivió como un judío celoso con la Ley, y continuará siempre así. Él es el mismo, el ETERNO, de ayer, hoy, y por siempre.

¡Feliz Sucot (Fiesta de los Tabernáculos) para todos!