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Shavuot (Pentecost)

Altar de Pentecostes

Pentecostes é o nome grego para um festival bíblico conhecido em língua hebraica como Shavuot: a Festa das Semanas (Levítico 23:15; Deuteronômio 16:9). A palavra grega significa «cinqüenta», e refere-se às cinco dezenas de dias que transcorrem desde a oferta movida da Páscoa (Levítico 23:4-22). A Festa das Semanas (Shavuot) celebra o fim da colheita de grãos.

Esta celebração é a segunda das três grandes festas anuais do Pentateuco (Torá). As outras são a Páscoa/Festa dos Pães sem Fermento, e Sucot/Festa dos Tabernáculos (Êxodo 23:14-16; Levítico 23:15-21; Números 28:26-31; Deuteronômio 16:9-12).

Etimologia


A Festa das Semanas (Shavuot) adquiriu o nome de Pentecostes, por causa de que se comemorava no dia qüinquagésimo a partir da jornada em que era movido o molho (feixe) da oferta (Levítico 23:15).

Em hebraico, o nome desta festa é Shavuot. Este vocábulo é plural de Shavua, que em hebraico significa «semana». Portanto, Shavuot significa «semanas».

Em grego, o nome desta festa é Pentecostes, cujo significado é «qüinquagésimo». Utiliza-se como nome, ficando sobre-entendido o vocábulo «dia»; ou seja, o qüinquagésimo dia depois da Páscoa.

No Antigo Testamento, a festa é conhecida por três nomes:

1. Festa das Semanas (Êxodo 34:22; Deuteronômio 16:10, 16:16; 2 Crônicas 8:13), porque é celebrada exatamente sete semanas (ou cinqüenta dias) depois da Páscoa (Levítico 23:15-16). Dali vem seu nome «Pentecostes».

2. Festa da Sega/Colheita (Êxodo 23:16), porque tem lugar no final desta ceifa de grãos.

3. Dia das Primícias (Números 28:26), porque nessa data ofereciam-se os primeiros pães do novo trigo (Levítico 23:17).

No Novo Testamento, existem três referencias a Pentecostes:

1. «Atos 2:1». Naquele dia, depois da Ressurreição e Ascensão de CRISTO (30 d.C.), os discípulos estavam reunidos numa casa em Jerusalém, e receberam sinais do céu. O ESPÍRITO SANTO descendeu sobre eles, e uma nova vida (de poder e bênção) começou a se evidenciar, o que Pedro explicou como cumprimento da profecia de Joel 2:28-32 (3:1-5 na Bíblia Hebraica/TNK)

2. «1 Coríntios 16:8». Paulo propôs-se permanecer em Éfeso até Pentecostes (54 ou 55 d.C.), porque abriu-se um porta frutífera para o seu ministério.

3. «Atos 20:16». Paulo estava decidido a não dedicar mais tempo à Ásia Menor (atual Turquia), e apressou-se para estar em Jerusalém para o dia de Pentecostes (57 d.C.).

Observância


Todo varão israelita tinha que comparecer diante de YHWH no dia de Pentecostes, para apresentar uma oferta de gratidão pela colheita, e lembrar-se da liberação do Egito (Deuteronômio 16:16-17). Neste dia interrompia-se todo trabalho, pois havia uma santa convocação (Levítico 23:21; Números 28:26; Levítico 23:17, 23:20; Êxodo 34:22; Números 28:26; Deuteronômio 16:10). Esta festa celebrou-se durante as épocas do Antigo Testamento e do Período Intertestamentário, e ainda celebra-se entre os judeus rabínicos e messiânicos.

No Período Intertestamentário e depois, os rabinos alegaram uma relação (que não é mencionada no Antigo Testamento) entre a data da promulgação da Lei no Sinai, e a Festa de Pentecostes. Eles consideravam esta última como aniversário da entrega da Lei (Torá) no Sinai. Mas não se pode demonstrar biblicamente que a Lei de Moisés fosse dada exatamente cinqüenta dias depois da saída do Egito, conforme afirma esta tradição.

A sega do trigo acabava quase em todo o Israel neste tempo de Pentecostes, e procedia-se a ofertar dois pães de trigo novo (Êxodo 23:16; 34:22; Números 8:26). Além dos dois pães simbólicos, ofertava-se um holocausto de dez animais; imolava-se também um bode como oferta de expiação, e dois cordeiros em sacrifício pacífico (Levítico 23:18-19).

Hoje em dia, em Israel a festa não dura mais de um dia; mas os judeus que residem fora do país, a comemoram por dois dias consecutivos. Durante Pentecostes, como nas outras festas, devem-se dar presentes para os pobres (Deuteronômio 16:11-12).

Os saduceus celebravam Shavuot (Pentecostes) no qüinquagésimo dia (cálculo inclusivo) a partir do primeiro domingo depois da Páscoa (considerando que o «dia de repouso» de Levítico 23:15 é literalmente a jornada de repouso semanal: o sábado). Este modo de calcular valeu para determinar o cumprimento público enquanto houve templo em Jerusalém, e justifica-se, portanto, que o caraísmo, a igreja, e a sinagoga messiânica, comemorem o Pentecostes em domingo.

Os fariseus, porém, interpretavam o «dia de repouso» de Levítico 23:15, como 15 de Abibe/Nisã, o qual é sabatino (feriado), e também é a primeira jornada da Festa dos Pães sem Fermento (Levítico 23:7); e seu modo de calcular virou norma no judaísmo rabínico (não messiânico) depois do ano 70 d.C., de maneira que nos calendários judaicos, Pentecostes cai agora em diversos dias da semana, mas sempre na mesma data: 6 de Sivã, cinqüenta dias depois do 15 de Abibe/Nisã.

Data


Conforme descrito anteriormente, Pentecostes/Shavout comemora-se cinqüenta dias após o dia de repouso (sábado) imediamente posterior à Pascoa (entardecer do 14 de Abibe/Nisã) e ao início da Festa dos Pães sem Fermento (15 de Abibe/Nisã). A seguir, dois pontos de vista a respeito da data de Shavuot:

• Os judeus rabínicos aceitam a interpretação dos antigos fariseus: celebrar Shavuot em 6 de Sivã do calendário hebraico, exatamente 7 semanas após o dia 16 de Abibe/Nisã (o segundo dia de Pessach/Páscoa), já que o dia 15 de Abibe/Nisã seria o «sábado/dia de repouso» (feriado/jornada sabática) de Levítico 23:5-16.

• Já os caraítas, os cristãos e os messiânicos aceitam a interpretação dos antigos saduceus: celebrar Shavuot no qüinquagésimo dia a partir do primeiro domingo após a Páscoa (pois Levítico 23:9-16 confirma que a jornada de repouso semanal é o sábado). Este ponto de vista é o mais acertado, pois o texto de Levítico 23:4-22 indica clara e literalmente que se faça a contagem dos 50 dias após o sábado subseqüente à ceia pascal, e não após o primeiro dia sabático da Páscoa (15 de Abibe/Nisã, a primeira das sete jornadas pascais, que, juntamente com a sétima, é feriado ou «dia de repouso», conforme Levítico 23:5-8).

Portanto, após apresentar os dois pontos de vista a respeito da data da Festa das Semanas (ou Pentecostes), a seguir uma tabela comparativa das comemorações entre os anos 2000 e 2030 do calendário gregoriano:

Data bíblica 
(ou datação tradicional saduceia): 
Cinqüenta dias após o sábado subseqüente a 15 de Abibe/Nisã
(primeiro dia da Páscoa/Festa dos Pães sem Fermento).

2000:   11/Jun (08/Sivã)
2001:   03/Jun (12/Sivã)
2002:   19/Mai (08/Sivã)
2003:   08/Jun (08/Sivã)
2004:   30/Mai (10/Sivã)
2005:   19/Jun (12/Sivã)
2006:   04/Jun (08/Sivã)
2007:   27/Mai (10/Sivã)
2008:   15/Jun (12/Sivã)
2009:   31/Mai (08/Sivã)
2010:   23/Mai (10/Sivã)
2011:   12/Jun (10/Sivã)
2012:   27/Mai (06/Sivã)
2013:   19/Mai (10/Sivã)
2014:   08/Jun (10/Sivã)
2015:   24/Mai (06/Sivã)
2016:   12/Jun (06/Sivã)
2017:   04/Jun (10/Sivã)
2018:   20/Mai (06/Sivã)
2019:   09/Jun (06/Sivã)
2020:   31/Mai (08/Sivã)
2021:   23/Mai (12/Sivã)
2022:   05/Jun (06/Sivã)
2023:   28/Mai (08/Sivã)
2024:   16/Jun (10/Sivã)
2025:   08/Jun (12/Sivã)
2026:   24/Mai (08/Sivã)
2027:   13/Jun (08/Sivã)
2028:   04/Jun (10/Sivã)
2029:   20/Mai (06/Sivã)
2030:   09/Jun (08/Sivã)
Data rabínica
(ou datação tradicional farisaica):
6 de Sivã, cinqüenta dias após o sabático 15 de Abibe/Nisã
(primeiro dia da Páscoa/Festa dos Pães sem Fermento).

2000:   09 de junho
2001:   28 de maio
2002:   17 de maio
2003:   06 de junho
2004:   26 de maio
2005:   13 de junho
2006:   02 de junho
2007:   23 de maio
2008:   09 de junho
2009:   29 de maio
2010:   19 de maio
2011:   08 de junho
2012:   27 de maio
2013:   15 de maio
2014:   04 de junho
2015:   24 de maio
2016:   12 de junho
2017:   31 de maio
2018:   20 de maio
2019:   09 de junho
2020:   29 de maio
2021:   17 de maio
2022:   05 de junho
2023:   26 de maio
2024:   12 de junho
2025:   02 de junho
2026:   22 de maio
2027:   11 de junho
2028:   31 de maio
2029:   20 de maio
2030:   07 de junho

Legado


O Pentecostes mais decisivo foi aquele que teve lugar depois da Ressurreição e Ascensão de CRISTO (30 d.C.). Na hora terceira (às 9 da manhã), o ESPÍRITO SANTO desceu sobre os apóstolos e sobre cento e vinte discípulos aproximadamente, sem distinção de idade, sexo, ou condição social (Atos 1:15–2:21).

No passado, o ESPÍRITO tinha sido dado com poder aos profetas e a certos crentes, mas o primeiro Pentecostes depois da Ascensão de CRISTO marca o início da dádiva do ESPÍRITO. Desde então, os dons do ESPÍRITO SANTO são dados aos crentes, selados por Ele, e são, conseqüentemente, exortados a serem cheios d’Ele (Atos 1:8; 2:38-39; Efésios 1:12-13; 5:18); e isso, sem a observância de ritos particulares.

No passado, DEUS tinha suscitado o povo de Israel, e se revelou a ele duma maneira especial. Atualmente, nesta nova dispensação, a SANTÍSSIMA TRINDADE age por meio de Sua Igreja (formada por hebreus e gentios crentes em JESUS, o MESSIAS Prometido). O ESPÍRITO é o vínculo de união da Igreja, fortificando-a, acrescentando-a, e edificando-a sobre a terra (Atos 2:39; Efésios 1:22-23).

É de salientar que a própria Torá (Lei de Moisés) tenha colocado esta festa importante justamente no dia seguinte ao sábado (ora, o qüinquagésimo dia é o domingo subseqüente ao sétimo sábado). Da mesma maneira, a Ressurreição de CRISTO e a vinda do ESPÍRITO SANTO, aconteceram no primeiro dia da semana (domingo), característico da nova criação, que está em contraste com a primeira criação posta sob Adão (ver 2 Coríntios 5:17).

Na Festa dos Pães Ázimos (Páscoa), DEUS manda Seu povo contar sete semanas inteiras até que se complete o qüinquagésimo dia: a jornada de Pentecostes. Todas as Festas falam da Pessoa do MESSIAS. Na Páscoa e na Festa das Primícias, era-nos apresentada a Pessoa do MESSIAS ressurreto, ou seja, Aquele que ressuscitou dos mortos e agora está vivo. Sua Obra Redentora está presente em nós. Ele nos resgatou da vida de pecado, e tem nos libertado ao longo desta caminhada pelo deserto.

DEUS deseja agora outra oferta de movimento, e já não aquela que se oferecia na Festa das Primícias celebrada durante a semana da Páscoa (Levítico 23:4-22). DEUS deseja seguidores maduros na fé. Os dois pães levedados (fermentados) falam da contaminação do pecado. Mas os dois pães maduros (Levítico 23:17) que DEUS deseja, são a Igreja e Israel: dois povos salvos, sendo uma só a família de DEUS, composta por hebreus e gentios em um só corpo de JESUS CRISTO.

O crente recebe o MESSIAS como seu Salvador pessoal, e continua sua vida normal no deserto (o mundo). JESUS orou ao PAI para que não nos tirasse deste mundo, mas que fôssemos sempre livres da tentação e vencêssemos o mundo (João 17:15). DEUS quer que desenvolvamos a salvação de nossa alma (mente, personalidade, caráter, emoções, etc.) (Filipenses 2:12). JESUS virá buscar uma noiva madura para desposar com ela e, com certeza, Ele não se porá em jugo desigual com esta noiva. A noiva tem que ter o caráter, jeito e santidade d’Ele. Por isso, Ele quer uma noiva que seja nova (sem rugas) e sem defeito. Crentes e filhos maduros que, sendo santos e totalmente separados para Ele, vivam (mesmo neste mundo maligno) para testemunhar e glorificar o Nome de nosso amado MESSIAS.

Somente o ESPÍRITO SANTO nos capacita para que vivamos nesta boa performance de vida. Agora entendemos o porquê dos dons do ESPÍRITO. Ele nos outorga capacidade e poder para sermos vitoriosos nesta vida, vencendo o pecado, derrotando o mal, testemunhando da Glória, e profetizando o amanhã já escrito e determinado no coração do Eterno DEUS.

Em Levítico 23:18, vemos que DEUS deseja sete cordeiros como oferta. O número sete fala da plenitude de DEUS, daquilo que é perfeito, completo. DEUS está, nesta festa de Shavuot (Pentecostes), revelando-nos um MESSIAS perfeito, completo, inteiro para nós, para que, ao mesmo tempo, nós sejamos semelhantes a Ele. A presença de um novilho fala de uma Festa de alegria. Os dois carneiros falam da perfeição e da beleza do caráter de JESUS reveladas pelo ESPÍRITO SANTO. As ofertas queimadas, com cheiro suave, indicam a aceitação de DEUS, purificando e qualificando a Igreja, pois, em Pentecostes, recebemos os dons do ESPÍRITO SANTO justamente para nos ajudar e nos capacitar a sermos filhos maduros. Já o bode, na Bíblia, fala sempre da necessidade de expiação de pecados. Mesmo o crente batizado pelo ESPÍRITO SANTO, está vulnerável à queda e ao pecado, embora não tenha mais a natureza pecaminosa. Por isso, é necessário expiar e arrependermo-nos constantemente por nossas faltas e pecados.

A contagem dos cinqüenta dias (Sefirat Ha Omer em hebraico) desde a Festa das Primícias (o domingo entre os sete dias da Festa dos Pães sem Fermento/Páscoa) até a oferta de Shavuot (Pentecostes), tem seu significado. A palavra Omer significa, na linguagem espiritual, um período necessário para se assumir a liberdade conquistada. Na Páscoa fomos libertos da escravidão, mas é importante nos conscientizarmos de quê realmente somos livres, pois liberdade é também uma expressão de pensamento. Podemos estar livres fisicamente, mas mentalmente presos na alma.

Portanto, devemos tomar consciência de que DEUS deseja nossa libertação para servi-Lo. Se DEUS estivesse interessado somente em nossa vida eterna, bastaria que nos convertêssemos hoje e morrêssemos amanhã. Caso contrário, ¿por quê estaríamos celebrando, a cada ano, nosso aniversário de conversão? DEUS quer filhos maduros (Romanos 8) e, por isso, Ele nos presenteia com os dons do ESPÍRITO SANTO, os quais nos capacitam individualmente e como uma Igreja madura. No final das contas, o Eterno DEUS deseja em nós os frutos do ESPÍRITO mencionados em Gálatas 5:22-23, os quais sumarizam (resumem) nossa maturidade e qualidade de fé. Só assim poderemos celebrar a Festa de Shavuot (Pentecostes), se tivermos tomado consciência das outras Festas bíblicas.

¡Feliz Shavuot (Pentecostes) para todos!

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Yom Teruah / Rosh Hashanah

A Festa das Trombetas (em hebraico: יוֹם תְּרוּעָה, Yom Teruá, ‘dia de gritar/ detonar’), ou Rosh Hashaná (em hebraico: ראש השנה, Rosh Ha-Shaná, ‘cabeça do ano’), é o ano novo bíblico civil, comemorado a 1 de Etanim ou Tishrei (sétimo mês do calendário bíblico cultual; ou o primeiro no calendário civil, conforme Levítico 23:24-25). Celebra-se desde o entardecer do dia anterior (29 de Elul) até o anoitecer do primeiro dia de Etanim.

Para o início do ano bíblico existem dois critérios:

1.- A Torá (Pentateuco) estabelece que o mês de Abibe ou Nisã (março-abril) é o primeiro dos meses do ano, em cujo primeiro dia se comemora o ano novo cultual (Êxodo 12:2; 13:3-5).

2.- No mês hebraico de Etanim ou Tishrei (setembro-outubro) comemora-se o dia em que DEUS criou o mundo e, conforme a opinião do rabino Eleazar ben Shammua, a partir desta jornada se contam os anos. Esta é a data da Festa das Trombetas (em hebraico: זכרון תרועה, Zikron Teruá, ‘comemoração com soar de trombetas’) estabelecida e…