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Yom HaShoah

Bandeiras a meio mastro no pôr do sol que dá início ao Yom HaShoah.

Dia da Lembrança do Holocausto


Yom HaShoá (em hebraico: יום השואה, yom hash-sho’āh), ou «Dia da Lembrança do Holocausto», é rememorado no dia 27 de Abibe/Nissan do calendário hebraico bíblico. Este dia é lembrado anualmente como jornada de recordação das vítimas do Holocausto, sendo feriado nacional em Israel.

Às 10:00 horas do Yom HaShoá, as sirenes aéreas soam por dois minutos. Os veículos de transporte públicos param por este período, e as pessoas permanecem em silêncio. Durante o Yom HaShoá, estabelecimentos públicos são fechados, a televisão e rádio transmitem canções e documentários sobre o Holocausto, e todas as bandeiras são hasteadas à meio-mastro.

Datas


De acordo com os costumes rabínicos, se o dia 27 de Abibe/Nissan cair em sexta-feira, a observância do Yom HaShoá será adiantada em um dia (para a quinta-feira 26 de Abibe/Nissan). Mas se o dia 27 daquele mês cair em domingo, a observância do Yom HaShoá será retrasada em um dia (para a segunda-feira 28 de Abibe).

Seguindo, então, essas regras, a seguir, uma tabela com os equivalentes gregorianos desta data entre os anos 2000 e 2030:

2000:   02 de maio
2001:   19 de abril
2002:   09 de abril
2003:   29 de abril
2004:   19 de abril
2005:   05 de maio
2006;   25 de abril
2007:   16 de abril
2008:   01 de maio
2009:   21 de abril
2010:   12 de abril
2011:   02 de maio
2012:   19 de abril
2013:   08 de abril
2014:   28 de abril
2015:   16 de abril
2016:   05 de maio
2017:   24 de abril
2018:   12 de abril
2019:   02 de maio
2020:   21 de abril
2021:   08 de abril
2022:   28 de abril
2023:   18 de abril
2024:   06 de maio
2025:   24 de abril
2026:   14 de abril
2027:   04 de maio
2028:   24 de abril
2029:   12 de abril
2030:   30 de abril

Originalmente a data proposta para esta comemoração foi o dia 15 de Abibe/Nissan, aniversário da revolta do gueto de Varsóvia (19 de Abril de 1943); mas esta proposta foi rejeitada devido ao fato de coincidir com o primeiro dia de Pessach (Páscoa/Festa dos Pães Ázimos). O dia 27 foi escolhido por ser oito dias antes da comemoração de Yom Ha'atzma'ut (Dia da Independência de Israel). O Yom HaShoá foi estabelecido em 1959 como lei em Israel, e aprovado por David Ben-Gurion e Isaque Ben-Zvi.

História do Holocausto


O Holocausto (provável tradução da palavra Shoá, pois na verdade não existe uma tradução precisa desta palavra em português; por isso, é preferível dizer Shoá) foi a perseguição e o assassinato burocraticamente sistemático, organizado e auspiciado pelo Estado alemão, de aproximadamente seis milhões de judeus, por parte do regime nazista e seus colaboradores.

Os nazistas, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, achavam que os alemães eram uma «raça superior», e que os judeus (considerados «inferiores») eram uma ameaça estrangeira para a chamada «comunidade racial alemã». Durante a era da Shoá, as autoridades alemãs perseguiram a outros grupos devido à sua suposta «inferioridade racial»: os romanis (ciganos), os deficientes, e alguns povos eslavos (polacos/poloneses, russos, entre outros). Outros grupos foram perseguidos por motivos políticos, ideológicos e de comportamento, estando entre eles os comunistas, os socialistas, as testemunhas de JEOVÁ, e os homossexuais.

Em 1933, a população hebraica da Europa era de mais de nove milhões, e a maioria dos hebreus europeus vivia nos países que a Alemanha nazista ocuparia ou dominaria durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, os alemães e seus colaboradores tinham assassinado aproximadamente a dois de cada três hebreus europeus, como parte da «Solução final»: a política nazista para assassinar os judeus da Europa. Embora as principais vítimas do racismo nazista foram os judeus (considerados como o maior perigo para a Alemanha), entre as outras vítimas incluem-se 200 mil romanis (ciganos). Como mínimo, 200 mil deficientes física ou mentalmente (maiormente alemães, e que moravam em instituições), foram assassinados no marco do «Programa da Eutanásia».

Entre os anos 1941 e 1944, as autoridades alemãs do regime nazista deportaram milhões de hebreus desde a Alemanha, os territórios ocupados, e os países de muitos dos seus aliados do Eixo, para levá-los aos guetos e campos de extermínio (também chamados de centros da morte), onde foram assassinados em câmaras de gás designadas especialmente para tal fim. Durante os últimos meses da guerra, os guardas das SS (tropas de proteção) trasladaram os prisioneiros dos campos, em trem ou em marchas forçadas, também denominadas «marchas da morte», numa tentativa de evitar que os Aliados liberassem grandes quantidades de prisioneiros.

Na medida em que as forças aliadas se trasladavam pela Europa numa série de ataques contra a Alemanha, começaram a encontrar e liberar prisioneiros dos campos de concentração, como também aos prisioneiros que estavam a caminho em marchas forçadas desde um campo para outro. As marchas continuaram até 7 de maio de 1945, dia em que as forças armadas alemãs renderam-se incondicionalmente aos Aliados. Para os Aliados ocidentais, a Segunda Guerra Mundial acabou na Europa oficialmente no dia seguinte: 8 de maio; enquanto que as forças soviéticas anunciaram o seu dia de vitória em 9 de maio de 1945.

Depois do Holocausto, muitos dos sobreviventes encontraram abrigo nos campos de refugiados que administravam as forças aliadas. Entre 1948 e 1951, quase 700 mil hebreus emigraram para Israel, incluídos 136 mil hebreus refugiados da Europa. Outros hebreus refugiados emigraram aos Estados Unidos e a outros países. O último campo de refugiados fechou-se em 1957.

Os crimes cometidos durante o Holocausto devastaram a maioria das comunidades hebraicas da Europa, e eliminaram totalmente centenas delas dos territórios ocupados da Europa Oriental.

Legado


Assim como o mundo hebraico relembra estes terríveis atos, o mundo cristão deve lembrar e se solidarizar com os irmãos judeus, pois mesmo sofrendo uma grande matança provocada pelo ódio racial e religioso, DEUS não permitiu que Seu povo fosse exterminado por completo, pois Ele tinha em Seus planos que o povo hebreu sobrevivesse, e desse remanente fosse fundado o contemporâneo Estado de Israel.

Lembremos que o cristianismo nasceu dentre os hebreus, pois Nosso Senhor JESUS CRISTO, quando foi encarnado para morar entre os humanos, nasceu em Israel para cumprir as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Além disso, os primeiros missionários do cristianismo foram hebreus, incluindo os apóstolos.

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Yom Teruah / Rosh Hashanah

A Festa das Trombetas (em hebraico: יוֹם תְּרוּעָה, Yom Teruá, ‘dia de gritar/ detonar’), ou Rosh Hashaná (em hebraico: ראש השנה, Rosh Ha-Shaná, ‘cabeça do ano’), é o ano novo bíblico civil, comemorado a 1 de Etanim ou Tishrei (sétimo mês do calendário bíblico cultual; ou o primeiro no calendário civil, conforme Levítico 23:24-25). Celebra-se desde o entardecer do dia anterior (29 de Elul) até o anoitecer do primeiro dia de Etanim.

Para o início do ano bíblico existem dois critérios:

1.- A Torá (Pentateuco) estabelece que o mês de Abibe ou Nisã (março-abril) é o primeiro dos meses do ano, em cujo primeiro dia se comemora o ano novo cultual (Êxodo 12:2; 13:3-5).

2.- No mês hebraico de Etanim ou Tishrei (setembro-outubro) comemora-se o dia em que DEUS criou o mundo e, conforme a opinião do rabino Eleazar ben Shammua, a partir desta jornada se contam os anos. Esta é a data da Festa das Trombetas (em hebraico: זכרון תרועה, Zikron Teruá, ‘comemoração com soar de trombetas’) estabelecida e…